Problema do decreto do IOF foi a imprevisibilidade, diz Rodrigo Maia
2 de julho de 2025
NotíciaPresidente da Fin diz que alta do imposto “pegou todo mundo de surpresa”
O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, hoje presidente da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), diz que o Congresso Nacional agiu corretamente ao derrubar o decreto do governo Lula que elevava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em entrevista ao Congresso em Foco, Maia diz que o grande problema do decreto do governo Lula foi a “imprevisibilidade”: sem aviso prévio nem período de preparação, a elevação “pegou todo mundo de surpresa”.

Maia menciona que a alta no IOF não estaria sujeita aos princípios da noventena – exigência de 90 dias da publicação da regra e o aumento da tributação – ou da anualidade – veto à cobrança do aumento no mesmo exercício financeiro, ou seja, no mesmo ano. O ex-parlamentar contrapõe isso com o projeto de isenção de Imposto de Renda que tramita no Congresso, que, por obedecer a essas regras, “te dá previsibilidade para preparar as empresas, as famílias”.
Rodrigo rebate ainda o argumento de que a alta do imposto seria uma forma de justiça tributária. “O IOF impacta na veia as famílias brasileiras mais pobres, porque é um imposto inflacionário. Você está tributando crédito no Brasil”, explica. “Você está encarecendo o crédito para pequenas e médias empresas, que são os que usam esse produto”.
Maia é um dos participantes do XIII Fórum de Lisboa, em Portugal, organizado pelo IDP (Instituto de Direito Público). Em sua fala no evento, o presidente do Fin teceu uma crítica à judicialização do tema. Na última segunda-feira (2), o governo entrou com ação no Supremo para retomar o decreto de elevação do IOF.
“Mais uma vez a política transferiu para o Supremo uma reponsabilidade que seria do governo, em diálogo com o Congresso Nacional. É minha crítica sempre”, comentou Maia.
Segundo Maia, o empoderamento da Suprema Corte nos últimos anos veio, em parte, da ação dos políticos. “Toda vez que a gente perde uma votação no Congresso, a gente judicializa. Aí, depois, a gente fica falando mal do Supremo. O Supremo não tem outra solução que não seja decidir, porque foi chamado a decidir”, afirmou.
Fonte: Congresso em Foco
notícias
em Destaque
5 de janeiro de 2026
Setor financeiro reitera em nota plena confiança no Banco Central
29 de dezembro de 2025
Fin integra nota conjunta em apoio ao papel técnico do Banco Central
15 de dezembro de 2025
Fin divulga relatório sobre a contribuição do setor financeiro para o desenvolvimento do Brasil
3 de dezembro de 2025
Ministério da Justiça e entidades do setor financeiro lançam plano de combate a fraudes bancárias digitais
2 de dezembro de 2025
Ministério da Justiça e Segurança Pública anuncia plano de ações da Aliança de Combate a Fraudes Digitais Bancárias
1 de dezembro de 2025
Especialistas alertam para lacunas normativas entre bancos e o aumento expressivo de fraudes digitais