CVM se prepara para regular cripto que for valor mobiliário
3 de março de 2023
NotíciasSegundo Nascimento, lei de criptoativos, sancionada no ano passado, deixa claro que autarquia deve continuar a cumprir seu mandato
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Pedro Nascimento, afirmou nesta quinta-feira que o decreto do Executivo que complementa o marco legal das criptomoedas deve sair nos próximos dias e trará algum dispositivo sobre a competência da autarquia para regular ativos digitais que sejam valores mobiliários.
A CVM já dava sinais de que se preparava para isso mesmo antes de a lei ser sancionada, como fica claro pela publicação em outubro do ano passado do Parecer 40, no qual o órgão estabelecia como “pode e deve exercer seus poderes” para disciplinar a atuação de integrantes do mercado.
Segundo Nascimento, a lei de criptoativos, sancionada no ano passado, deixa claro que a CVM deve continuar a cumprir seu mandato ao afirmar que “não altera nenhuma competência” do órgão, apesar de um trecho do texto — que causou polêmica no mercado excluir — a possibilidade de um ativo virtual ser considerado valor mobiliário. As informações são do jornal Valor.
Ainda segundo a publicação, é esperado que o decreto de criptoativos defina o BC como principal autoridade competente para regular a atuação das empresas do setor como as corretoras de criptomoedas. O BC, então, desenvolverá seu próprio conjunto de normas infralegais para determinar no detalhe o que essas companhias podem ou não fazer.
Apesar disso, o diretor do Banco Central e coordenador do projeto real digital, Fábio Araújo, também falou em dividir competências com a CVM. “Uma stablecoin [moeda digital com paridade em outro ativo] baseada em um fundo está mais na competência da CVM, agora um token de e-money está mais ligado ao BC”, disse, no mesmo evento.
Apesar de comemorar a regulamentação, Nascimento não deixou de fazer críticas ao texto aprovado pelo Congresso. “A lei precisava de alguns requisitos mínimos de governança e de capital social das exchanges. Esperamos que esse tema em breve seja enfrentado pelo Banco Central”, declarou.
O presidente da CVM citou também alguns pontos que ficaram em aberto, como a questão da segregação patrimonial, incluída pelo Senado e rejeitada pela Câmara. A regra da estabelecia que as corretoras não poderiam misturar seus ativos com os ativos de seus clientes, diferentemente do que fazem os bancos.
notícias
em Destaque
13 de abril de 2026
Inscrições abertas para o ciclo 2026 do Selo de Prevenção a Fraudes
1 de abril de 2026
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, é eleito presidente do Conselho da Fin
23 de março de 2026
Artigo: Brasil precisa romper círculo vicioso que trava economia há décadas
13 de março de 2026
Presidente da Fin detalha funcionamento do split payment para o setor de transporte
11 de março de 2026
Congresso discutirá prevenção e repressão a fraudes, segurança cibernética e bancária em 18 e 19 de março em São Paulo
24 de fevereiro de 2026
Setor financeiro detalha arquitetura do split payment para 2027