Fin divulga estudo sobre expansão dos serviços financeiros nas regiões brasileiras
19 de outubro de 2026
NotíciasA Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) divulgou hoje, 19, o estudo Fin Regional 2026, que analisa a expansão dos serviços financeiros nas diferentes regiões do país e mostra que o avanço foi mais intenso em localidades que partiam de níveis menores de acesso.
O estudo reúne indicadores de bancarização, atividade financeira, crédito, Pix e mercado de capitais. Os dados apontam para uma redução das desigualdades regionais no acesso a esses serviços nos últimos anos, embora diferenças importantes ainda persistam entre os estados.
“O Brasil passou por um amplo processo de inclusão financeira, mas esse avanço não ocorreu no mesmo ritmo em todos os lugares. O estudo mostra que os serviços financeiros cresceram mais nas localidades onde o acesso era menor, contribuindo para diminuir as diferenças entre as regiões do país”, afirma Vinícius Botelho, gerente de Assuntos Econômicos da Fin e autor do relatório.
No crédito, o volume real por habitante cresceu, em média, 7% entre 2024 e 2025 nos estados que tinham menos de R$ 20 mil em crédito por habitante em 2024. Nas demais unidades da federação, a alta média foi de 4%. Apesar da aproximação, o volume de crédito por habitante ainda é, em geral, mais elevado nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Na média simples das 27 unidades da federação, o volume real de crédito por habitante avançou 5,6% no período. As operações com pessoas físicas responderam por aproximadamente três quartos desse crescimento médio, com contribuição de 4,3 pontos percentuais. O crédito às empresas contribuiu com 1,3 ponto percentual.
“O crescimento do crédito às pessoas físicas foi disseminado por todo o país. Já o crédito às empresas apresentou diferenças maiores entre os estados, refletindo também as características das atividades econômicas de cada localidade”, diz Botelho.
Os financiamentos foram o principal componente da expansão do crédito às pessoas físicas em 21 estados. Dentro desse grupo, o financiamento imobiliário foi a modalidade que mais impulsionou o crescimento dos financiamentos em 18 unidades da federação. O volume de crédito às pessoas físicas aumentou em todos os estados entre 2024 e 2025, enquanto o desempenho das operações com empresas variou de queda de 8% a alta de 19%.
O relatório também mostra que a atividade financeira cresceu acima da economia local em 21 das 27 unidades da federação entre 2022 e 2023, último período para o qual estavam disponíveis dados do PIB regional. O destaque foi a região Norte, onde o valor adicionado das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados avançou 12,2%, ante crescimento de 2,9% da economia regional.
Outro indicador analisado é o Pix. Entre 2024 e 2025, o número de transações recebidas por pessoas físicas por habitante cresceu pelo menos 12% em todas as unidades da federação. O estudo observa ainda que, desde o lançamento da ferramenta, a expansão dessas transações foi maior nos estados que apresentavam menor volume de crédito em relação ao PIB em 2020. “O resultado complementa diversos artigos acadêmicos que têm mostrado que o Pix tem efeitos relevantes até em questões como uma redução na desigualdade dos salários, um aumento nos depósitos bancários uma maior proteção das famílias atingidas por desastres naturais e um aumento do empreendedorismo”, afirma Botelho.
No mercado de capitais, as emissões de debêntures e notas comerciais aumentaram em todas as macrorregiões entre 2023 e 2025. Nesse período, o valor emitido pelas empresas com sede nas regiões Norte e Sul cresceu, em termos reais, a um ritmo anualizado igual ou superior a 50%. Para identificar a distribuição regional das emissões, o levantamento considera o estado em que está registrada a matriz de cada empresa emissora.
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