Ministério da Justiça e Segurança Pública anuncia plano de ações da Aliança de Combate a Fraudes Digitais Bancárias
2 de dezembro de 2025
RegulaçãoFruto de acordo inédito entre setores público e privado, a Aliança propõe uma estratégia para que o Brasil possa elevar seu patamar de combate às fraudes e golpes bancários digitais
O Ministério da Justiça e da Segurança Pública realizará no próximo dia 3 de dezembro, o lançamento do Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais, que propõe uma estratégia para que o Brasil possa elevar seu patamar de combate às fraudes e golpes bancários digitais.
O lançamento terá a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski e dos presidentes da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Cristiane Coelho, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney e da Zetta, Eduardo Lopes.
A Aliança de Combate a Fraudes Digitais Bancárias é um Plano de ação com mais de 20 iniciativas concretas, desenhadas para combater a fraude de forma ampla e integrada: desde a prevenção e educação do consumidor, passando pela detecção e resposta rápida, até a repressão e recuperação de ativos.
Cada frente foi pensada para integrar tecnologia, inteligência, comunicação e articulação institucional, garantindo que nenhuma etapa fique descoberta. Os órgãos públicos e as entidades do setor privado que aderiram à Aliança reuniram-se para um trabalho conjunto de avaliação, análise e priorização de iniciativas a serem executadas ao longo dos próximos 60 meses.
Os pilares que norteiam esse amplo plano são os seguintes:
- Aprimoramento dos processos de prevenção a Fraudes e Golpes,
- Intensificação do combate e repressão contra crimes de Fraudes e Golpes,
- Compartilhamento e Tratamento de dados e informações,
- Capacitação de agentes, entidades privadas e da população
- Tratamento e cuidados às vítimas,
- Conscientização da população para prevenção
A Aliança foi lançada em 18 de fevereiro de 2025 e une os setores público e privado para dar uma resposta rápida e coordenada às ameaças e aumentando a eficácia das ações de combate a fraudes e golpes.
As transações bancárias digitais, no Brasil, já representam a maioria das operações financeiras no país, superando as transações físicas em agências sendo que as transações digitais instantâneas já superam o número de movimentações em espécie. Mas o Brasil se tornou o segundo pais com mais tentativas de golpes e fraudes, ficando atrás apenas da China.
“O setor financeiro brasileiro — diverso, competitivo e inovador — está unido em torno de um objetivo que supera qualquer disputa de mercado: a proteção do cidadão. A Aliança demonstra que, mesmo preservando a concorrência, somos capazes de agir de forma coordenada e responsável diante das ameaças digitais que afetam milhões de brasileiros. Nosso compromisso é fortalecer a segurança pública, garantir a integridade das transações e elevar o padrão de confiança no ambiente digital”, afirma Cristiane Coelho, presidente da Fin.
“Esta Aliança é essencial porque demonstra algo que o crime não terá, que é a capacidade de integrar setores distintos, público e privado, com agendas próprias, em torno de um objetivo comum. Assim, mostramos ao Brasil que, para combater a criminalidade digital, podemos romper barreiras históricas e criar soluções coletivas para enfrentar um dos desafios mais graves e complexos, que são os golpes, as fraudes e os ataques cyber nas transações financeiras”, diz Isaac Sidney, presidente da Febraban.
“A colaboração entre governo e diversas áreas do setor privado é fundamental para elevar o padrão de segurança do ambiente digital. A Aliança parte da prerrogativa de unir informação, capacitação e processos. Queremos garantir que o ambiente de inovação nas operações e transferências financeiras continue avançando com total confiabilidade e segurança para a população”, afirma Eduardo Lopes, presidente da Zetta.
Do lado público, compõem essa aliança o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Banco Central do Brasil, INSS, ANPD, Anatel, Polícia Federal, Serpro e Conselho Nacional de Chefes de Polícia (CONCPC).
Do lado privado, participam da Aliança a Fin – Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Febraban, Zetta, associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), B3, Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abipag), Câmara Brasileira de Economia Digital, Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Conexis Brasil Digital, Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom).
Serviço:
Lançamento do Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Digitais Bancárias
Data: 03 de dezembro de 2025 (quarta-feira)
Horário: 10h30
Local: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Salas Modulares – Palácio da Justiça
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