ABBC lança Instituto de Estudos Acadêmicos do Sistema Financeiro
15 de maio de 2024
NotíciaObjetivo da associação é promover pesquisas, estudos e análises independentes sobre temas regulatórios, operacionais e ligados à inovação do Sistema Financeiro Nacional
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) anunciou a criação do Instituto ABBC de Estudos Acadêmicos do Sistema Financeiro (IEASF/ABBC), que visa promover pesquisas, estudos e análises independentes sobre temas regulatórios, operacionais e ligados à inovação do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O lançamento do Instituto ABBC aconteceu durante um almoço em São Paulo nesta segunda-feira, com diversas autoridades do Banco Central, como os diretores Otávio Damaso (regulação), Diogo Guillen (política econômica) e Ailton Santos (fiscalização), além de representantes do setor financeiro e jornalistas.
Segundo a entidade, a ideia do instituto é identificar fragilidades, desafios, oportunidades para amplo desenvolvimento do SFN. A assinatura do primeiro convênio de estudos e pesquisas foi firmado com a instituição de ensino Ibmec, mas a ideia é que outros centros de ensino também participem na produção dos materiais.
As pesquisas desenvolvidas pelo instituto devem abranger, majoritariamente, temas voltados à inovação, segurança cibernética, ativos digitais, blockchain, inteligência artificial e outros a serem definidos. Os resultados serão apresentados aos órgãos reguladores do SFN para poder conectar a produção intelectual a questões políticas, econômicas e sociais.
“Precisamos de um olhar isento sobre as situações do mercado financeiro que hoje não são endereçadas de maneira muito clara a ninguém”, comenta Jorge Sant’Anna, conselheiro da ABBC. Como exemplo, ele cita a criação bem-sucedida do Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros (IISR). “Temos grandes dúvidas e as respostas não virão dos bancos nem do regulador, e precisamos que venha do mundo acadêmico.”
Segundo Sant’Anna, a ideia é que o primeiro trabalho seja lançado em seis meses, com a produção de um seminário aberto ao público para que talvez possa “propiciar mudanças regulatórias e de legislação”.
O diretor do regulação do Banco Central, Otávio Damaso, afirmou que a iniciativa é “fundamental para fortalecer o sistema financeiro brasileiro”. Ele diz que o processo de inovação no SFN está se tornando cada vez mais eficiente, o que se traduz em inclusão social. Além disso, destaca a importância de aproximar o meio acadêmico porque “há muitos estudos em macroeconomia e poucos em microeconomia”, por isso seria importante o olhar da academia na regra prudencial e no arcabouço regulatório, por exemplo.
A presidente da ABBC, Sílvia Scorsato, afirmou que as transformações pelas quais o sistema financeiro passa são constantes e sem precedentes, lideradas por consumidores ávidos por novidades e pela agenda do Banco Central. “Neste contexto, é essencial expandir as iniciativas em pesquisa para identificar novas oportunidades de negócios, otimizar processos, melhorar a competitividade, promover a inovação e disseminar conhecimento à população”, disse.
“A Associação Brasileira de Bancos, representando 120 instituições financeiras, tem direcionado suas ações nesses pilares estratégicos. Agora, com o Instituto ABBC de Estudos Acadêmicos do Sistema Financeiro, reafirmamos esse compromisso”, complementou.
Fonte: Valor
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